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Desenvolvimento

A linguagem que o bebê entende

Débora Mamber Atualizado em 31.01.2012
A linguagem que o bebê entende

Getty Images

Já reparou que mudamos o timbre de voz e nos expressamos de forma infantil quando estamos frente a frente com uma criança? Saiba que essa linguagem não tem nada de boba

Quando estamos frente a frente com uma criança, quer seja conhecida nossa ou não, mal percebemos e já modificamos automaticamente a maneira de falar. Alteramos o timbre da voz e nos expressamos de forma infantil e, às vezes, até mesmo embaraçosa. “Quem é meu fofiiiinho?”, “Vem cááá coisiiiinha maaaais liiiinda” – frases típicas de adultos encantados com o garoto ou a garota. É um comportamento que se repete em diferentes culturas.

 

Para alguns especialistas, essa linguagem não tem nada de boba. É como se fosse um manual de instruções para que o bebê adquira a habilidade da fala. Pesquisas realizadas na Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburg, nos Estados Unidos, mostram que os pequenos não apenas preferem a linguagem infantilizada como também aprendem mais rápido com ela.

 

Uma questão de ritmo

 

Quando falamos agudo, por exemplo, prendemos a atenção dos pequenos. A entonação exagerada e cantada, alternando sons fortes e suaves, e o esticar das vogais ajudam a criançada a compreender as variações da língua e as separações entre as palavras.

 

“Grande parte do processo de comunicação se dá no chamado padrão melódico”, diz a fonoaudióloga Jacy Perissinoto, da Universidade Federal de São Paulo. Ela ressalta que, com essa melodia, transmitimos também uma grande carga afetiva. Aos poucos, a fala do adulto se amolda às novas habilidades da criança. “É justamente no diálogo que esses ajustes se fazem, em ambas as partes”, completa Jacy.

 


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