Papo de gravidez
A alimentação da gestante
Sabe aqueles questionamentos básicos de toda gestante? É normal sentir cólica?, Até quando vou ter que amamentar?, Qual o tipo de parto ideal?... O ginecologista e obstetra Corintio Mariani Neto*, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, esclarece estes e outros dilemas frequentes entre as futuras mamães
Durante a gravidez, a mulher não necessita ingerir mais alimentos do que o habitual: deve comer da maneira mais saudável e equilibrada possível, isto é, na quantidade adequada e sem exageros. Isto porque o ganho excessivo de peso está associado a um maior risco de desenvolver a chamada pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial) e o diabetes gestacional (aumento do açúcar no sangue). Além de outros cuidados, uma dieta adequada, grande parte das vezes, pode ajudar a prevenir essas duas situações. Para tanto, uma dica é fracionar a alimentação em várias pequenas refeições a cada duas ou três horas (desjejum, lanche, almoço, lanche, jantar e ceia) e consumir alimentos naturais, como legumes, verduras e frutas.
Com isso, evita-se a azia, o intestino funciona melhor e se consegue controlar o ganho de peso, que deve girar em torno de 12 quilos para toda a gravidez. São também fundamentais os alimentos ricos em proteínas, como as carnes magras de vaca, frango ou peixe, ovos, leite e laticínios em geral. Alimentos ricos em carboidratos e gorduras (pães, biscoitos, massas, doces, frituras, gordura animal) devem ser evitados, não só por serem de mais difícil digestão, como, principalmente, por provocarem um grande e indesejado aumento de peso. Entretanto, o ômega 3, presente na gordura natural de alguns peixes, como truta, salmão e sardinha, é benéfico para o desenvolvimento do bebê. Outro cuidado importante é usar o mínimo necessário de sal no preparo e no tempero da comida. A ingestão de líquidos é indispensável; de maneira ideal, seis a oito copos diários, fora das refeições, principalmente de água e sucos naturais.
Um alerta: evite carnes cruas ou malpassadas e queijos de origem desconhecida (podem ter sido elaborados com leite não pasteurizado) e lave muito bem os legumes, verduras e frutas para eliminar qualquer resquício de terra, sujeira e defensivos agrícolas. Também é importante reduzir ao mínimo possível a ingestão de produtos que contenham cafeína, como café, chá, refrigerantes (guaraná e “colas”) e chocolate. Além de estimulantes, tais produtos em excesso podem interferir no ganho de peso do bebê.
Colunista
Corintio Mariani Neto - Ginecologista e obstetra, é diretor técnico e coordenador científico do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, professor doutor e coordenador da Área de Saúde da Mulher da Faculdade de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e presidente da Comissão Nacional de Aleitamento Materno da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) - Contato consultório: (11) 5549-9139
































