Dicas de etiqueta para presentear crianças

Dar ou receber presente de criança é uma arte. É preciso manter não só a etiqueta física (no caso de troca na loja), mas também algumas regrinhas de bons modos.

Imagine a cena: seu filho ganha um presente de aniversário e diz para o convidado que não gostou. Ou é você quem não aprova a lembrancinha porque vai contra valores com os quais o pequeno é educado. Você ainda pode estar do outro lado – não sabendo o que escolher para o amiguinho dele – enfrentando a maior saia justa. O que fazer? A troca de presentes pode mesmo ser complicada quando envolve crianças, mas é possível contornar situações constrangedoras com dicas simples de boas maneiras.

Deparar-se com a demonstração de descontentamento da criança é normal. Para quem presenteou, basta compreender a espontaneidade infantil e lembrar da possibilidade de troca. Para os pais, nada mais adequado do que uma boa dose de educação. “Peço mil desculpas para quem deu o presente, e depois converso com tranquilidade com o filhote, explicando que aquilo pode magoar o outro”, explica Ana Vaz, consultora de etiqueta, autora do Pequeno Livro de Etiqueta – Guia para toda Hora (Ed. Verus). Quando o presente é repetido, a mãe pode comentar o ocorrido, desde que se disponha a trocar – para não dar trabalho a quem presenteou.

E como acertar na escolha? O básico é entender que ao presentearmos crianças presenteamos os pais. “É o momento de passar longe de brinquedos polêmicos, como armas, animais e jogos inadequados à idade”, ensina a consultora. Não considerar o gosto dos responsáveis, propositalmente ou não, é gafe.

Se for você a comprar o mimo e não houver intimidade com a família, vale levar o próprio filho para ajudar ou se colocar no lugar dos pais. É de bom tom perguntar do que a criança gosta e os pais do aniversariante devem responder com sinceridade; só não podem deixar transparecer preferência por dinheiro, nem que seja contribuição para a viagem à Disney – o presente mais esperado pela criança. “É uma das coisas que mais constrangem convidados”, justifica Ana Vaz.

No caso de duas festas, na escola e em buffet, o presente levado à festa maior é suficiente. Se houver dois convites, pode-se optar por uma lembrança básica e outra melhor. Quem compra é que decide como e quanto gastar. “O que muitos não sabem é que compram brinquedos sofisticados e caros sem necessidade. Os mais simples são os que agradam as crianças”, explica a pedagoga Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC-SP. Jogos de montar têm ótimo custo/benefício: acessíveis, oferecem muitas possibilidades à criança. “São os mais vendidos e não porque são pedagógicos, mas porque se transformam.” Para escolher entre tantos brinquedos, o ideal é procurar pelos adequados à idade (para evitar riscos à criança), verificar selo do Inmetro e pensar na importância do item no desenvolvimento do presenteado. “Na dúvida, peça ajuda aos vendedores preparados para indicar a melhor alternativa. E nunca compre em camelô, pois não há garantia de qualidade do fabricante”, recomenda Maria Ângela.

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