23 termos médicos usados na gravidez para você se familiarizar

Entenda o que significam alguns nomes complicados que acompanham a gestante do pré-natal ao parto e dizem muito sobre a saúde de mãe e filho.

Qual é a DPP? E o BCF do seu filho? As siglas e nomes técnicos podem parecer um bicho de sete cabeças, mas muitas vezes se referem a procedimentos simples e comuns da gestação. Confira este pequeno dicionário elaborado com a ajuda de ginecologistas para guiar as mães por um mar de novas palavras – e de mudanças para todos os lados.

1. Altura uterina
Medida feita com fita métrica que acompanha o desenvolvimento da gravidez. Por volta do quinto mês, quando o útero fica visível e o teste começa a ser feito, são cerca de 20 cm entre a bacia e a barriga e a elevação chega na altura do umbigo.

2. Amniocentese
Exame que recolhe líquido amniótico da placenta para investigar possíveis alterações de cromossomos, como a da Síndrome de Down, e outras doenças de origem genética. O teste é recomendado em casos específicos e só pode ser realizado após a 16ª semana de gestação.

3. BCF (Batimentos cardíacos fetais)
A frequência varia entre 120 e 160 batimentos por minutos e vai desacelerando até o momento do parto. Mas é normal que oscile um pouco para além desses parâmetros durante a gravidez. Isso porque as células do coração ainda estão amadurecendo.

4. Bebê a termo
São os nascidos entre a 39ª e a 41ª semana de gestação, duração considerada ideal para a saúde da criança. Até pouco tempo, os nascimentos entre a 37ª e a 42ª semana eram considerados a termo, mas o período foi revisado porque bebês que nascem nas semanas 37 e 38, embora não sejam prematuros, têm maior risco de complicações.

5. Bebê defletido
Quando o feto está na posição correta, a cefálica, de cabeça para baixo, mas o queixo está erguido para cima, como se o bebê estivesse olhando para o chão e não na direção do rosto da mãe – como deveria ser. A inclinação pode ser leve e não impedir a saída pelo canal vaginal, mas se a cabeça estiver muito virada, a cesárea pode ser necessária.

6. Bebê pélvico e córmico
No primeiro caso, o bebê está sentado, com as pernas para baixo. Há manobras que tentam virar o feto, mas é bem comum que a cesárea seja necessária. Já na posição córmica, ou transversal, o bebê está atravessado na diagonal e o parto cirúrgico é obrigatório.

7. Beta-HCG
Hormônio produzido pela placenta que é determinante para detectar a gravidez, mas não só isso. Ele pode também ser medido em outros momentos para avaliar o desenvolvimento da gestação, uma vez que dobra de quantidade a cada 24 horas se está tudo certo.

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8. Colostro
Líquido anterior ao leite materno, que pode começar a ser produzido ainda no meio da gestação ou só depois do parto. É um composto rico em proteínas e calorias, mais amarelado e grosso do que o leite propriamente dito. Na transição de um para o outro, a mãe pode ter febre.

9. DPP
Data prevista para o parto. O cálculo soma 40 semanas à data da última menstruação. Um truque que funciona: subtrair três meses desta data e acrescentar cinco dias. Por exemplo, se a menstruação foi até 17 de abril, a previsão de parto é para o dia 22 de janeiro.

10. Fórceps
Instrumento usado no parto ou para auxiliar quando só falta o empurrão final – o fórceps de alívio – ou para virar a cabeça do bebê que não está posicionada corretamente. Esse, chamado de fórceps de rotação, oferece risco maior de lacerações e pode ser substituído por um extrator a vácuo.

11. Hiperêmese gravídica
Quando o enjoo ocasional do início da gravidez se transforma em vômitos excessivos, condição que demanda atenção médica. O quadro pode provocar desequilíbrio no nível de minerais no sangue e até exigir internação.

(LittleBee80/Thinkstock/Getty Images)

12. Insuficiência istmo-cervical

Também conhecida como insuficiência do colo uterino. O colo, que liga o útero à vagina, deve estar fechado para segurar o bebê, mas acaba cedendo com o peso da placenta e pode provocar aborto espontâneo tardio ou parto prematuro.

13. Nidação
Quando o embrião se fixa na parede do útero e começa a se desenvolver, processo que costuma ocorrer até a terceira semana de gestação e pode causar um pequeno sangramento e leve desconforto. Tudo normal.

14. Ocitocina
Hormônio produzido no cérebro que auxilia as contrações uterinas no trabalho de parto e também trabalha na liberação do leite materno. Depois do nascimento, ajuda o corpo da mãe a entrar em forma novamente. Quanto mais amamentação, maior a produção da substância.

15. Placenta prévia
Quando a placenta se fixa na parte inferior do útero, mais perto do colo. A condição é rara, mas perigosa: aumenta o risco de partos prematuros e sangramentos. Mulheres com placenta prévia devem ficar de repouso e se submeter à cesariana para minimizar o perigo.

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16. Peridural

Tipo de anestesia utilizado em partos normais e cesáreas. Aplicada na região inferior das costas, a mãe perde a sensibilidade apenas da cintura para baixo. Como demora um pouco para fazer efeito, um cateter faz com que a anestesia seja administrada continuamente ou em doses espaçadas.

17. Perímetro cefálico
Tamanho da circunferência da cabeça do bebê. São considerados casos suspeitos de microcefalia, quando o cérebro é menor do que deveria, meninas com perímetro cefálico igual ou menor do que 31,5 centímetros e meninos com menos de 31,9 cm.

18. Pré-eclâmpsia
Picos de aumento da pressão arterial durante a gravidez que, se não controlados, levam à eclâmpsia propriamente dita, condição que põe em risco a vida tanto da mãe quanto do bebê. É preciso tomar medicamentos e fazer um acompanhamento rigoroso.

19. Puerpério
Os primeiros quarenta dias de vida do bebê. É um período de adaptação para a mulher tanto fisicamente, com o corpo retornando à forma anterior à gestação, quanto psicológico, com as mudanças no cotidiano e os cuidados com o recém-nascido.

(Studio-Annika/Thinkstock/Getty Images)

20. Raquidiana
Outra anestesia comum nos partos, a raquidiana também tira a sensibilidade apenas da metade inferior do corpo. De efeito instantâneo, pode ser administrada no parto normal ou cesárea em momentos de dor aguda.

21. Temperatura basal
Quando a mulher está ovulando, a temperatura aumenta um ou dois graus. Por isso, quem deseja engravidar pode usar o termômetro para saber se o momento é propício. Mas esse não é um método preciso e deve ser utilizado apenas como auxiliar.

22. Translucência nucal
Medida da quantidade de líquido na nuca do feto no primeiro trimestre da gravidez, durante o primeiro ultrassom morfológico. Se a quantidade é maior do que deveria, há risco elevado de Síndrome de Down e outras alterações cromossômicas.

23. Ultrassonografia
O exame mais famoso da gravidez é realizado em diversos momentos. O comum é mais básico e acompanha a saúde geral do feto e o andamento da gestação. Já o morfológico, que avalia com mais detalhes as medidas e a anatomia do bebê, é solicitado em duas ocasiões: na 12ª semana e no período entre 20 e 24 semanas. Os dois são feitos com o mesmo aparelho, o que muda é a profundidade da análise.

Fontes:
– Paulo Nowak, ginecologista e obstetra da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.
– Ricardo Luba, ginecologista do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo.

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