Benefícios do banho com os pais desde os primeiros meses de vida

A prática requer alguns cuidados, mas esse pode ser um momento para estreitar ainda mais o vínculo entre pais e filhos. Saiba mais!

No último mês, a apresentadora Bela Gil postou uma imagem em seu perfil do Instagram em que aparece no chuveiro com seu filho Nino, então com 4 meses de vida. A foto abriu espaço para discussão, pois muitos seguidores se perguntaram se o método seria seguro.

O questionamento não é à toa, já que os primeiros banhos do bebê podem ser muito desafiadores para as mamães de primeira viagem. É tanta coisa para fazer ao mesmo tempo e um corpinho tão frágil para segurar que esse processo pode mesmo dar medo no início. Mas, então, se o tradicional momento na banheira já demanda tanto cuidado e o banho no chuveiro, com água corrente e o corpo do bebê colado ao do pai ou da mãe, assim como Bela Gil fez com seu pequeno?

 

“A própria imaturidade neurológica e a pouca força muscular dificultam o processo, pois o bebê não se sustenta e não é capaz de segurar a própria cabeça. Os pais, portanto, além de higienizá-lo, vão precisar sustentar o corpo e a cabeça dele durante o banho”, explica André Dutra, pediatra da maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo.

Então, é tudo uma questão de prática. Manter o pequeno no colo de forma segura e desenvolver uma maneira de fazer a higiene corretamente, mas sempre deixando o bebê bem firme em seus braços, pode proporcionar uma experiência relaxante para o seu filhote e alguns minutos de conexão entre vocês, assim como esse registro fofo do Marcelo Marins e sua pequena Anna Izabel, fruto do casamento com a atriz Carolina Ferraz.

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A photo posted by Carolina Ferraz (@carolinaferrazoficial) on

 

“Como a mãe já amamenta, esse pode ser um momento do pai. O banho deve ser feito com gestos lentos e muito, muito carinho. É esse contato pele a pele que vai criar um vínculo ainda mais forte entre eles. O bebê adora esse momento e acaba dormindo grudadinho ao pai com o chuveiro nas costas”, diz Stéphanie Sapin-Lignières, autora do livro Nasceu, e agora?, publicação em que reuniu todo o conhecimento que adquiriu ao longo de seu trabalho como monitora perinatal. “O único cuidado é não ensaboar o bebê todo de uma vez, para poder segurá-lo mais facilmente, lavando e enxaguando parte por parte. Apesar do medo que as pessoas têm, em 37 anos de profissão e mais de 6 mil casais com os quais trabalhei, nunca soube de um bebê que tenha caído”, ressalta.

Stéphanie recomenda, ainda, que o banho faça parte de uma espécie de ritual que leva a criança para o sono e que, para isso, seja dado à noite. “Desde o nascimento, é interessante criar esse hábito: banho, pijama e cama. Não importa se a criança tem um mês, um ano ou dez, ele deve continuar. Além disso, o banho do bebê deve ser um momento de puro prazer, seja na banheira ou no chuveiro, principalmente nessa época em que vivemos em que se corre atrás do tempo e tudo precisa ser feito de forma rápida e eficiente”.

 

O banho com as crianças e a nudez
Além dessas questões práticas de segurança, a ideia de entrar no chuveiro com os pequenos desperta certa contrariedade em muitos pais. É importante lembrar, porém, que os hábitos dentro de casa e a forma de lidar com a nudez é uma questão que cabe a cada família. Isso significa que não existe um jeito “correto” de agir – o certo é aquilo que faz com que vocês se sintam bem.

Conforme as crianças crescem e já conseguem ficar em pé no chuveiro, a presença dos pais e o auxílio para fazer a higiene adequada ainda é indispensável por vários anos. “Com o crescimento, eles vão ganhando habilidades motoras e maior autonomia para executar as atividades do dia a dia. O banho é uma delas, que passa a ser executado de forma mais independente. É por volta dos 4 ou 5 anos que vêm a compreensão e as habilidades necessárias para tomar banho de forma segura, mas esse deve ser um processo supervisionado no início, até que se ganhe confiança por parte dos dois lados com o passar do tempo”, orienta Dutra.

Mais do que isso, porém, o banho pode ser uma hora de descontração e brincadeira entre pais e filhos. E, longe do julgamento moral, cada família desenvolve os seus costumes e os estende por quanto tempo for preciso – ou desejado! “Não existe uma recomendação técnica, essa é uma questão cultural e que varia de acordo com os hábitos familiares”, esclarece o especialista da Pro Matre.

“Esse processo acontece de forma natural e não cria nenhum tipo de constrangimento. Pelo contrário, já que a criança vê o corpo dos pais sem qualquer estranheza. Às vezes, ela faz perguntas do tipo ‘por que nossos corpos são diferentes?’, que devem ser respondidas naturalmente”, conclui Stéphanie.

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