Buscando compreensão

Grupos e redes de apoio virtuais podem ser um alento em muitos momentos

Foto: Divulgação
Quando nos tornamos mães, toda forma de apoio é bem-vinda. Pode ser aquela amiga querida que se oferece para ficar com o bebê por duas horinhas enquanto damos um pulo no salão, a sogra que prepara alguns congelados para os momentos de aperto ou a vizinha que se oferece e dá uma volta com o cachorro. Mas tem horas em que precisamos não de uma ajuda prática, mas de alguém que possa ouvir nossas angústias e dúvidas quase existenciais.

De uns tempos para cá, mães de qualquer parte do país podem contar com um tipo de suporte alentador nesses momentos: são as redes virtuais de apoio a questões relacionadas à maternidade, irmandades digitais que crescem e se fortalecem a cada dia, quase sempre capitaneadas por mulheres que também têm filhos pequenos. Confira aqui a história de três desses grupos tão especiais:

Aleitamento Materno Solidário
www.amsbrasil.com

Simone Carvalho, pedagoga e mãe de dois filhos, foi doadora do banco de leite humano quando teve o seu caçula. "Fiquei muito tocada com o trabalho do banco e o empenho dos profissionais do corpo de bombeiros que vinham semanalmente à minha casa retirar a doação. Doei por seis meses e foi maravilhoso", conta a moça, que hoje é também lactivadora. Em dezembro de 2010, ela teve a ideia de criar no Facebook uma rede brasileira de doadoras de leite humano. Nascia então o Aleitamento Materno Solidário, comunidade que foi crescendo e virando um ponto de convergência sobre questões relacionadas à amamentação. "Sem querer, deparei com uma realidade de mães muitas vezes mal orientadas e desesperadas por apoio. Crescemos também como uma grande rede de suporte à amamentação e à importância do vínculo nessa primeira fase de vida do bebê", conta.
Mamatraca
www.mamatraca.com.br

Cinco mães, cinco blogueiras experientes, cinco mulheres que transpuseram a amizade do mundo virtual para o real e decidiram criar um projeto totalmente inovador. E assim nasceu o Mamatraca, um blog que a cada semana discute um tema diferente relacionado à maternidade, como a saudade da barriga, a solidão materna, a escolha do nome, da escola, nossos grandes e pequenos erros como mães... Qualquer internauta pode mandar um vídeo e ganhar voz na web. "Todas as semanas são cuidadosamente planejadas e sempre se encerram com a participação das nossas leitoras – e também de alguns homens que se arriscam a dar as caras no meio da mulherada. A semana da solidão materna, por exemplo, nos deixou muito realizadas. Vimos que muitas mães estavam agoniadas com esse sentimento de solidão e que se sentiram confortadas - e até mesmo abraçadas - pelo Mamatraca", conta Roberta Lippi, uma das idealizadoras do projeto e mãe da Luísa, de 4 anos, e da Rafaela, de 1 ano.
Rede Mulher e Mãe
www.mulheremae.com.br

Pioneira, a Rede Mulher e Mãe é a primeira comunidade virtual criada por mães e para mães. Atualmente tem 3.300 participantes, que podem criar grupos de discussão, dar a sua opinião nos grupos existentes, acompanhar o blog, compartilhar fotos e vídeos. É uma grande rede social, mas com um diferencial enorme em relação às convencionais, como explica Tatiana Passagem, articuladora da rede: "ao fazer parte de uma rede social tradicional, como Facebook ou Orkut, a mãe tem contato com vários tipos de pessoas. Elas compartilham alguns dos interesses em comum, mas muita coisa fica de fora. Se ela tem um problema específico e íntimo - como o bico do seio rachado e sangrando - e não sabe como resolver, não dá pra buscar ajuda explicitamente no Facebook, por exemplo, em que o chefe dela a segue, os amigos do marido e tal. Em uma rede específica, ela pode falar abertamente, todas são mães, muitas passaram pelas mesmas coisas".

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Conteúdo desenvolvido pela área de Projetos Especiais, da Editora Abril, sob encomenda para a Natura Mamãe e Bebê