A vida fora da barriga
Tudo vai bem na rotina mãe e bebê. A mãe já entende quando ele quer mamar, dormir, trocar a fralda, sente frio ou calor. Até que um dia, uma reação que ela nunca viu: choro excessivo, moleza, vômito, diarréia, secreção nasal ou febre. É assim que descobre que a primeira doença chegou. Normalmente a primeira enfermidade acontece no primeiro ano de vida. Isso porque neste período os bebês estão criando anticorpos e conhecendo o mundo, sem as proteções que tinham dentro do útero. Bactérias, vírus e até alterações de temperatura são novidades para seu corpinho. Mas, se são vilões que vão deixá-lo caidinho e desesperar os pais, são também agentes que tornam seu sistema imunológico preparado para o contato com pessoas e ambientes.
As doenças mais comuns e os sintomas
Normalmente as primeiras doenças são nas vias respiratórias, como resfriados, faringites, bronquites ou no ouvido, as otites. Também são comuns as viroses, que como o próprio nome sugere, são causadas por vírus com ciclo determinado, sintomas leves e sem consequências relevantes. O que a mãe deve fazer nestes casos? A primeira providência é avisar ao pediatra: pessoalmente ou por telefone, ele dará as orientações básicas.
Além das instruções médicas, a mãe pode aliviar o desconforto do seu bebê com algumas medidas acalentadoras, como: oferecer o peito, para repor fluidos perdidos com a febre, diarreia e vômito. Se não amamenta, deve dar o máximo de água ou outro líquido que a criança aceite bem. Banho morno, mais para frio, ajuda a baixar a febre e relaxar o bebê. Se a mãe notar que ele se contorce e tem dor na barriga, pode usar bolsa de água quente, eficiente no alivio de cólicas. Vista a criança com roupas leves e troque-a sempre que perceber que transpirou. Mantenha a seca e confortável, mas não aqueça em excesso, é importante que os poros respirem e o suor seja liberado. A troca de fraldas também pode ser mais frequente, até para observar atentamente se xixi e cocô estão normais. Se diminuírem muito, relate ao pediatra.
Colo e mimos: ótimos remédios
Dizem que a criança doente não quer mais ninguém, só a mãe. E normalmente é assim mesmo. Manhosa e cansada, costuma exigir o colo materno. A amamentação, além de ser um mecanismo de prevenção contra as doenças, é também grande aliada na recuperação, pois fornece anticorpos 1. Assim, mamadas livres são recomendadas no período em que o bebê está doente. Para as crianças um pouquinho maiores, a distração é um excelente recurso. Assistir desenho, comer coisas gostosas e fora do horário, soneca a qualquer momento e na cama dos pais são alguns dos agrados que as mães costumam liberar quando os filhotes estão adoecidos. E o resultado é muito bom, mais dispostos e entretidos, esquecem os desconfortos e melhoram rapidinho!
As primeiras doenças realmente assustam, mas manter a calma é fundamental.
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