O Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, disponibiliza o serviço de apoio ao tratamento de cálculo urinário por via endoscópica. O serviço é um dos diferenciais da maternidade para o problema em gestantes, uma vez que a paciente nessa condição possui limitações a exames de diagnósticos por imagens ou litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC) – um procedimento indicado para a implosão de cálculos urinários.
Antigamente, quando a gestante apresentava crises ocasionadas por cálculo urinário, controlava-se o problema por meio do tratamento clínico da dor e deixava-se para após o parto o tratamento do cálculo através de LEOC ou cirurgia. Agora, por meio do tratamento endoscópio, é possível resolver o problema em qualquer período gestacional, por ser um método minimamente invasivo. “Por meio de ureteroscópios finos, é possível desobstruir o ureter ou até mesmo extrair a pedra. O procedimento é aplicado para ocasionar mais conforto à paciente, preservar o bebê e minimizar ou eliminar a dor”, explica José Luis Chambô, urologista do Santa Joana.
Segundo o urologista, a gestante tem mais propensão à formação de cálculo urinário devido à hipercalciúria gestacional ou o aumento na eliminação de cálcio urinário, normal nesse período. “Outro fator importante é o relaxamento da musculatura do trato urinário devido às mudanças hormonais da gestação e a compressão do útero gravídico sobre o ureter, facilitando a movimentação e migração de eventuais pedras já existentes”, afirma Chambô.
O médico alerta ainda que é comum registrar ocorrências de mulheres que confundem a cólica renal com contração uterina comum na gestação, ou lombalgia gerada pela mudança do centro gravitacional da mulher durante a gravidez.
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