Além de ser indicada nos períodos de pré-concepção e gestação, a suplementação vitamínico-mineral é também recomendada na fase da amamentação. Estudos mostram que mulheres lactantes que apresentam reservas adequadas de vitaminas e nutrientes mantêm a qualidade e a quantidade do leite e podem proteger seus bebês de carências nutricionais.
Segundo Marco Túlio Vaintraub, professor de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNIBH), a boa qualidade do leite é fundamental para a saúde do bebê. “Além disso, após o parto, é o momento em que o bebê mais demanda nutrientes e vitaminas da mãe, por meio do leite. Por isso ela precisa estar bem nutrida. A falta deles pode causar no bebê retardo no crescimento e desnutrição, além de afetar seu desenvolvimento neurológico e motor.”
O médico explica ainda que a carência de substâncias específicas pode causar danos à saúde. “O zinco, por exemplo, é um importante mineral que atua no metabolismo, sendo responsável pela absorção das vitaminas. O problema é que entre o 3º e o 5º meses pós-parto, as concentrações de zinco na mulher diminuem drasticamente”.
Diversos estudos comprovam também os benefícios do ácido fólico, principalmente na prevenção de defeitos do tubo neural (DTN), que ocorrem quando o tubo não se fecha adequadamente para formar a medula espinhal e o cérebro do bebê durante a gestação. No período de aleitamento, a vitamina ajuda no metabolismo do bebê e sua ausência pode causar problemas hormonais.
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