A chegada de um bebê é sempre especial e, para garantir que tudo aconteça sem sustos, o pré-natal é muito importante. Acompanhando o desenvolvimento da criança desde o ventre, pais e mães podem tratar adequadamente eventuais doenças relacionadas à formação do bebê, como coluna vertebral e cérebro – que são os que mais preocupam pais e mães.
A cranioestenose, fechamento precoce das suturas (popularmente conhecidas como ‘moleiras’) do crânio, é uma das enfermidades que podem aparecer nos primeiros meses de vida. Quando os ossos do crânio se fecham antes do tempo, podem impedir o crescimento adequado do cérebro. De caráter congênito, a doença acomete um em cada dois mil bebês nascidos no Brasil. A cranioestenose causa deformidades no crânio e na face, existindo a possibilidade de gerar aumento da pressão intracraniana, o que pode acarretar em retardo grave do desenvolvimento neuropsicomotor da criança, no caso da falta de tratamento.
“É importante saber que a doença tem cura e quanto mais cedo diagnosticada, melhor. O tratamento é cirúrgico: reconstruímos o crânio do bebê. A cirurgia evita problemas no desenvolvimento das funções motoras e cognitivas da criança, além de evitar o estigma estético que a cranioestenose é capaz de gerar”, afirma Pedro Deja, neurocirurgião e Diretor Clínico do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral.
Os tipos mais frequentes da cranioestenose são a trigonocefalia, caracterizada por uma proeminência triangular da frente do crânio e olhos muito juntos; escafocefalia, onde se verifica cabeça longa e estreita; braquicefalia, caracterizada por nariz pequeno, rosto liso e fenda palatina, por exemplo; e plagiocefalia, causada quando o bebê permanece na mesma posição durante muito tempo.
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