Que o vício pela nicotina pode causar sérios danos à saúde, todos sabem. Mas, qual a gravidade do vício quando o usuário se trata de uma gestante? Em muitos casos, movidas pelo hábito e pelo impulso, o consumo do tabaco deixa de ser combatido durante a gravidez e até mesmo no período de amamentação.
Dados que reforçam a dificuldade em deixar o tabagismo foram divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SP). O levantamento, realizado com 65 mil grávidas, mostrou que 14,9% delas fumam. A taxa é muito próxima ao número total de mulheres que fazem uso de cigarro sem estar gestantes: 16,9%.
O cigarro é a principal causa de morte por doença respiratória, sendo que entre as mulheres, causa seis em cada 10 mortes. Além do fumo, exposição à poluição e à fumaça de biomassa (como fogão à lenha) são fatores de risco.
Os ginecologistas do Hospital San Paolo, em São Paulo, afirmam que um único cigarro fumado por uma gestante pode causar danos irreversíveis. De acordo com os médicos, a nicotina é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da substância sobre o seu aparelho cardiovascular. Recentemente, vários estudos estão sendo realizados acerca do tema, e já se sabe que o cigarro pode causar infertilidade, além de a gestante ter quatro vezes mais chances de desenvolver a gravidez ectópica (que é quando o feto se desenvolve fora do útero).
Além de todos os efeitos nocivos já conhecidos, um estudo realizado por pesquisadores europeus apontou que uma mãe que fuma durante os 9 meses que antecedem o parto, aumenta a vulnerabilidade em relação à substância, ou seja, uma pessoa cuja mãe fuma será mais propenso ao vício.
Fique por dentro das novidades mais importantes do mundo materno e infantil -- De ciência à diversão.
Para você se divertir e se encantar com as pérolas infantis mais inesperadas
Copyright 2011 Editora Abril S/A. Todos os direitos reservados