Luciana e eu estamos juntos há pouco mais de seis anos. Quando a conheci, julguei tratar-se de uma clássica workaholic. Como ela estava comprando um apartamento e queria mudar logo, fazia um free lancer antes de ir para o trabalho oficial e, quando saÃa de lá, voltava para a redação da revista que editava.
Quando ligava para ela nos finais de semana, estava sempre trabalhando, correndo - e adorava. Lembro de um dia que a convidei para sair e ela disse, na maior naturalidade: “Tenho apenas 30 minutos”. Achei absurdo, mas topei…acabamos ficando juntos boas horas. Afinal, também tenho meus recursos de chavecador.
O tempo passou e nada foi problema para ela. Eventos à noite, trabalhos no fim de semana, a organização da casa, ajuda aos amigos e familiares. Na época do casamento, organizou tudo num passe de mágica, aliando decisão firme e falta de paciência para o “frufru†da circunstância. O fôlego da Luciana sempre pareceu ser infinito.
Aà veio a gravidez. Nos primeiros meses, mesmo com os enjôos, ela não parou. Como moramos perto do trabalho dela, dava um jeito de almoçar em casa e deitar uns 30 minutos, mas não perdeu uma reunião, um evento, um compromisso sequer por conta do inÃcio da gravidez.
Mas agora, no sétimo mês de gravidez, vejo que ela começa a abrir uma nova porta de sua personalidade. Estamos reformando um apartamento para mudar e, como toda reforma, o olho do dono é fundamental. No meu caso, o olho da dona, já que há detalhes que ela enxerga que eu, mesmo com esforço, não vejo.
Bom, pela primeira vez, vi Luciana chorar lidando com sua própria impotência. Depois de sofrer lutando para não ceder, me disse que não agüenta pensar na obra, falar com pintores e pedreiros…Luciana finalmente pediu ajuda, e eu fiquei tocado.
Poxa, além do trabalho no escritório, que adora e não abre mão, assumir uma obra é tarefa que exige demais de qualquer grávida!
Por isso digo às grávidas workaholic: aproveitem! Depois de terem experimentado a independência, peçam ajuda. Nós homens estaremos aqui, felizes em poder contribuir.



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27 / April / 2009 às 5:05
Calma Bete! Esse complexo de MULHER-MARAVILHA, que as mulheres carregam, fazendo mil coisas ao mesmo tempo tem seu valor, mas nessa circunstância é preciso sim, contar com o companheiro.
Não devemos subjulgar a capacidade desse nosso querido homem, de fazer as coisas que comandamos, pois desta forma agimos como as mães deles, ou seja, da polÃtica do “deixa que eu faço”. Eles são capazes e tenho a certeza que executam as tarefas com primor, mas do seu próprio jeito e tempo!
http://www.maesomudadeendereco.zip.net
27 / April / 2009 às 5:10
Pois é Ricardo…
Eu sempre tive energia de sobra, mas agora com a gravidez, até para decorar o quarto da minha filha eu pedi ajuda. Imagina se eu precisasse reformar o apartamento!!
Eu sinceramente acho muito puxado…ainda mais nessa reta final ela deve estar bem cansada.
Eu tb comecei a me sentir culpada por não conseguir fazer as coisas e não via a hora de terminar tudo para curtir melhor o final da gravidez…ainda bem que meu marido me ajuda muito tb.
Abraços
28 / April / 2009 às 8:13
Olá Ricardo,
Desde que descobri o site e descobri que estava grávida venho lendo seus posts, não sei se pelo fato de ser um homem que escreve ou pela sempre delicadeza de suas palavras.
Sou advogada e tenho um pequeno comércio no MunicÃpio onde moro, no interior de São Paulo, assim me identifiquei mais esse comentário seu já que tento continuar fazendo as coisas sozinha sempre.
Aliás não sou casada e continuo apenas namorando o papai do baby, tem o fato também de ser 7 anos mais velha que o papai e vai ver que é por isso que me sinto tão na obrigação ou até mesmo dever de continuar “bancando a mulher maravilha”…
Mas é muito bom saber que vocês estão ao lado e querem ajudar, no mÃnimo ler sempre seus comentários já faz muito bem….
Boa sorte para vc, sua esposa e o baby e continue escrevendo sempre!
28 / April / 2009 às 9:36
Que bom que ela tem vc pra pedir ajuda…

Nada como um colinho mesmo pra uma workaholic…
Bjs
29 / April / 2009 às 3:11
Por isso é tão importante o apoio e a prensença do pai. Não só para ajudar na criação e no sustento, mas também como grande fonte de apoio, compreensão nos momentos de medo da reta final, dos desconfortos da gravidez. E é claro para dar aquela atenção e aquele carinho tão especiais.