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27/06/2009
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Casais ainda grávidos devem ir ao pediatra?

Luciana e eu pensávamos semanas atrás a respeito da escolha do pediatra. Começamos a sondar os amigos, parentes que tiveram filhos recentemente e os médicos de confiança para pedir indicações. A primeira dúvida que surgiu: conhecer o terapeuta com a Gabriela na barriga ou depois?

A favor de conhecê-lo agora pesava principalmente a questão da empatia. Várias pessoas nos aconselharam a olhar para cara do médico que estará presente nas primeiras decisões na “gestão†inicial do bebê, com a gente. Pesava contra sobretudo a questão do ridículo e o receio de exagerar. Afinal, é curioso ir a uma consulta médica com o paciente ausente. Ou melhor, dentro da barriga de um dos “acompanhantesâ€. Resolvemos optar por conhecê-lo agora.

A consulta sem paciente ocorreu há três dias. Dentre as várias indicações, optamos por começar por um pediatra que de antemão tem duas qualidades importantes: 1) seu consultório fica a três quarteirões da nossa casa. 2) Ele é homeopata não radical, linha que minha mulher adota.

O encontro foi bom, conversamos um pouco. Ele deu dicas simples, recomendou que comprássemos uma série de produtos de higiene do bebê e basicamente foi isso. Bem simples. Foi realmente engraçado marcar esta consulta, mas apesar de sentir um pouco de desconforto, gostamos e recomendamos a solução. Porque agora a gente conhece o rosto e a voz que vai guiar as recomendações para enfrentarmos as primeiras dificuldades, o que nós dá segurança neste momento.

Outra coisa que concluímos a respeito do pediatra, conversando com os casais que já estão cuidando dos seus bebês, é que se a gente quiser mudar, a gente vai mudar de pediatra. As pessoas mudam de pediatra. Portanto, resolvemos começar por este pediatra vizinho, que nos transmitiu confiança e experiência. Enfim, resolvemos por simplificar a questão.

Agora, o que roubou as atenções da nossa visita foi o papagaio do pediatra, que “recepciona†os clientes na sala de espera. Ele de fato “funcionaâ€. Responde ao “oi†e “tudo bem?†dos estranhos. O médico contou algo que achei o máximo sobre este curioso ser. “Quando tem criança em consulta, ele chora igualzinho aos bebêsâ€. Já pensou? É a perfeita babá eletrônica dos Flinstones!