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27/02/2009
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A “arte†de encomendar um filho

Quem já não ouviu que deve-se escolher bem os desejos? Porque, cuidado, eles se realizam! Pois é, minha mulher e eu temos todas as qualidades para engravidar. Somos casados há mais de dois anos, passamos por um momento de vida adequado e, sobretudo, temos muita vontade de procriar. Pôr em prática nossas crenças e vontades na educação de um bebê. E, claro, jogar tudo pela janela na primeira vez que as providências programadas não evitarem que o querido (a) não pare de chorar, sabe-se lá por qual razão… Sempre quisemos entrar nessa, um dia.

Pois bem. Nos preparamos para engravidar em outubro passado. Imaginamos, pela experiência dos amigos, que a empreitada poderia demorar alguns meses. Então encaramos o desafio com seriedade. Cercamos os quatro ou cinco dias da semana fértil. Nenhum escapou da nossa encomenda. A gente ria toda noite, nos sentindo um casal de apostadores ferozes.

Bom, o resultado desta tática simples e direta foi: batata, gravidez! Seria pra gente não se espantar. Seria pra gente achar apenas que o serviço postal da cegonha é muito eficiente. Mas não foi assim. Minha mulher e eu, desde então, não paramos de ter acessos de risos nervosos. Troca de olhares de moleque que fez arte. O planejamento certeiro não evita o susto. Sentimos hoje, todos os dias, a sensação de viver no meio de um salto no escuro. O frio na barriga é o nosso cotidiano. Que venha o (a) primeiro dos nossos herdeiros!