Ai que cansaço! Acho que essa é a frase que eu mais repito nos últimos meses. Quando os bebês nasceram, eu achei que a falta de sono era a causa do meu eterno cansaço. Conforme o tempo passou, percebi que não é só o fato de você não dormir direito que te cansa tanto. Tem muito mais coisa neste pacote. O choro – principalmente quando os dois choram ao mesmo tempo –; a atenção que eles demandam, a responsabilidade de ter dois bebês para cuidar; a auto cobrança para ser uma mãe bacana, carinhosa e atenciosa para os dois; a divisão de tempo entre o trabalho, os bebês e o marido; e, por fim, a falta de tempo para mim mesma. Dias desse, eu estava tão exausta que precisei tomar um relaxante muscular no final do dia para conseguir descansar o corpo e dormir. A Clara está na fase de pedir, ou melhor, gritar para ficar no meu colo. Ela me quer pertinho o tempo todo. E tem que ser eu. O Lucas, quando está meio amuadinho, só quer a mãe também. Então, eu estou sempre de bebê em bebê. Daà é bem comum que no final do dia, quando as coisas acalmam lá em casa (após os bebês dormirem) eu dê um daqueles suspiros esticados e me pergunte ‘no que a minha vida se transformou?’. Em seguida –e como é meu hábito noturno—eu entro no quarto dos dois e tenho a resposta para as minhas aflições. Apreciar um bebê dormindo é simplesmente divino. Eu os vejo ali, crescendo a cada dia, com o corpinho ocupando cada vez mais espaço no berço. Tão pequenos, mas tão gigantes. O Lucas dorme todo enroladinho, com o corpo arcado, sempre agarrando alguma coberta ou o travesseiro, como se estivesse em busca de um dengo, um afago. A Clara gosta de ficar de barriga pra cima, com os braços abertos, como quem quer descobrir o mundo com garra e coragem. Então, nesse momento, eu me dou conta do quão maravilhoso é ter filhos. Sim, é extremamente cansativo e estressante. Mas é também uma experiência incrivelmente amorosa. Voltando a pergunta: ‘no que a minha vida se transformou?’. Bom, ela se transformou em tudo aquilo que eu sempre quis, ela se transformou em sonho realizado, em vida, em amor, em descobertas. Bom, né? Beijos, Ana



Outros sites Abril
5 / November / 2009 às 4:37
É verdade Ana,tudo que vc disse é o que sinto,hoje meu casal de gêmeos tem 8 meses e como está sendo um sonho,ser mãe,se descobrir como mãe,dona de casa,mulher,e dizer que também somos humanas,e temos que nos permitir sentir cansaço,preguiça,ter dores,sentir angustia,mas que tudo isso passa quando vemos um sorriso,ou uma tentativa dos filhos dizer que nos ama e no fundo sabem da nossa importância e da importância que os filhos tem para nós.E dizer que tudo vale a pena,e o quanto o nossa amor que mal sabÃamos que existia,é grande,é maior que qualquer problema….
Abraços
5 / November / 2009 às 4:52
Ana,
me sinto exatamente como você, neste exato momento meu bebê está fazendo a maior birra, pois só quer ficar no colo e eu estou esgotada de tanto ficar com ele no colo, ouvindo suas manhas, e se não fico, ele chora, grita e os outros acham que sou má porque deixo ele chorar!!!Bom mas é o maior amor do mundo, nada se compara com esse imenso amor que nasceu em meu peito ao saber se estava grávida e ele é só um, imagino com dois o cansaço que bate!
5 / November / 2009 às 4:56
Oi Ana,
Concordo com vc viu, eu tenho um filho de quase 11 anos e resolvi ter o segundo, estou no 7º mês de minha menina. E já antes dela nascer, como já sei o que vou passar e já sinto meu corpo “pedindo penico” de tão imensa me pego pensando - ai ai ai, onde é que fui amarrar meus cabritos?
Dá aflição, não quero pensar que vou ficar louquinha com dois tão distantes um do outro, mas sei que tudo vai valer a pena.
5 / November / 2009 às 5:12
olá! quero deixar aqui minha visão masculina sobre o texto da Ana, que se encaixa perfeitamente no dia-dia de minha espoa; tbém somos pais de gêmeos (Ana Clara e Enzo), daqui há uma semana farão 01 aninho de vida, e mesmo com o cansaço, dedicação exclusiva, abdicação de algumas coisas etc., temos a certeza que foi o melhor presente para nós!!!como pai, tento de todas as formas conciliar o trabalho, a falta de tempo e as constantes viagens para sempre estar ao máximo perto dos bebês, mas principalmente estar perto de minha esposa, que vem sendo uma guerreira nestes 11 mêses, assim como todas as mães que merecidamente ocupam um lugar especial no coração de seus filhos.
5 / November / 2009 às 5:17
Ola Ana,
Acompanho suas aventuras desde o inÃcio e curto bastante. Meu bb está com 10 meses e me identifico muito com suas histórias e desabafos.
É a primeira vez que escrevo e o que me motivou foi uma notÃcia que vi na TV esta semana e que me deixou bastante preocupada. Gostaria de dividir com todas as mamães.
As mamadeiras de plástico (as de policarbonato - a maioria das mamadeiras no Brasil é feita deste material) soltam no liquido da mamadeira uma substância chamada Bisfenol-A (BPA) que é extremamente nociva à saúde dos bebês. A liberação desta substância aumenta muito quando esquentamos a mamadeira. Comprei mamadeiras de vidro que, apesar de demandar um cuidado maior para que não quebre, não possuem o tal BPA. Há também mamadeiras feitas com outros materiais como por exemplo o polipropileno que também são livres de BPA (encontrei modelos das marcas Mam e Dr Browns).
Gostaria de saber se vocês conhecem algum outro produto que possa fazer mal para a saúde de nossos bebes.
Abraço a todas….