Essa semana, vesti no Lucas um macacão que eu imaginava que ia demorar muito tempo para caber. Caramba, como ele esticou. Meu menino está grande. Nem de longe lembra aquele ser pequenino e magricelo que nasceu com menos de dois quilos. Era tão pequenino, tão frágil. Lembro que quando vi o Lucas pela segunda vez (a primeira foi após o parto), ele estava na UTI, cercado por fios por todos os lados. As pernas dele eram tão finas… Não consegui tocá-lo. Achei que se fizesse isso, poderia machucá-lo. Vê-lo grande, crescendo mais e mais a cada dia é maravilhoso. Só que ele e a Clara estão crescendo mais rapidamente do que a minha capacidade de apreciá-los. A Clara está uma gorduchinha deliciosa. Esperta, gostosa de apertar. Outro dia, ela virou a cabeça quando me ouviu pronunciar seu nome. Pensei: ‘pronto, ela agora já existe enquanto Clara’. Mas o que tem me incomodado mesmo é saber que, com o tempo, eles vão deixar de ser meus bebezinhos. Fico nervosa quando ouço das berçaristas que o Lucas é ‘paquerador’. Como assim?. Outro dia eu disse pra ele: ‘Lucas, você é um bebê e a mamãe não quer saber de paqueras por aÃ. Você é da mamãe’. Meu marido ouviu isso e caiu na risada. Ele sempre diz que será ótimo vê-los crescer. Eu não sei se será tão ótimo assim. Sou possessiva, ciumenta. Vou ter que aprender a lidar comigo mesma antes de eles saÃrem destruindo corações por aÃ. Não posso nem imaginar minha Clara arranjando um namorado. E seu alguém a magoar? Isso me enfurece. Mesmo que eu saiba que o bacana da vida é experimentar a sua totalidade de sentimentos: das alegrias à s decepções. E, de verdade, eu desejo que meus bebês experimentem de um tudo. Desejo que eles saibam saborear a vida com sabedoria, equilÃbrio, coragem e, principalmente, que consigam amarrar tudo isso com afeto. Mas, quer saber, essa conversa futurista está me deixando nervosa. Quero aproveitar cada minuto dos meus filhos enquanto eles ainda sorriem quando faço barulhos esquisitos com a boca. Enquanto eles ainda têm um jeito especial e ingênuo de perceber o mundo. E, principalmente, enquanto eu sou a ‘mamãe’ deles. Beijos, Ana.



Outros sites Abril
15 / September / 2009 às 4:59
É o tempo passa mesmo, mas eu só percebo isso quando alguém pergunta com quantos meses minha Bianca (6 meses) está e as pessoas se supreendem como passou rápido. Especialmente depois dos 3 meses. E, tanta coisa já aconteceu, tantas descobertas (minha e dela). Mas o importante é mesmo saber que está dando muito amor e que isso ficará com eles para sempre!
Arrasar corações ou ter o coraçao arrasado faz parte do crescimento pessoal de cada um. Nossos bebês (futuros rapazinhos e mocinhas) terão sempre nosso colinho de mãe para serem confortados! =)
Ana, com quantos quilos estão Clara e Lucas?
Gostaria que você falasse da alimentação deles, pois minha Bia está apenas com 5.240kg aos 6 meses e vejo tantos bebês da mesma idade bem fofinhos e redondos por ai. Levei a uma pediatra, que receitou uma dieta, alguns complementos (ferro, vitamina, pediasure) e exames.
Não acho que minha filha seja desnutrida, me parece saudável e, o pai é magrela desde pequeno e eu nunca fui gorda. Será preocupação a toa? Gostaria da sua opinião e das outras mamães!
Beijosss
Adoro acompanhar você aqui e no twitter!
15 / September / 2009 às 5:14
É isso aà Ana, curte bastante teus fofuchinhos!!!
15 / September / 2009 às 5:31
Ai, Ana, que relato bacana!
Eu senti algo parecido no dia em que a Laura nasceu.
Pensei “saco! ela não é mais só minha, ela é do mundo”. Era tão bom senti-la na minha barriga…
Bjs
15 / September / 2009 às 5:32
Ana, nem me fale disso! Angelo está com 1 ano e 3 meses, andando e já querendo falar..hehehehe Eu as vezes penso de como vai ser quando ele quiser dormir na casa de um primo, da avó e não perto de mim…Eu nunca fui posessiva com meus brinquedos, com namorados, meu marido…mas com ele é inexplicável. Prefiro não pensar nessas coisas por agora e aproveitar cada momento, cada sorriso dele..Nunca pensei que fosse tão bom saber que sou tão especial para alguém…se eu puder mais pra frente terei outro filho para não sufocar o Angelo!! bjsss e continue nos contando sempre suas aventuras com os gemeos.
16 / September / 2009 às 9:43
Realmente, parece que depois dos 3 meses o tempo passa mais rápido, principalmente quando a mãe trabalha fora e acaba a licença maternidade! O que parte o coração é passar menos tempo com os bebês enquanto eles crescem em alta velocidade!
Esses dias me peguei morrendo de ciúme da berçarsta que cuida da minha Rebeca(OLHA A POSSESSIVIDADE!! rsrsrsrs). Fui deixá-la na creche e ela abriu um sorrisão e se jogou no colo da tia…. Ignorou até o fato de eu ir embora…
bjos
adoro o blog