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14/08/2009
Lela e eu, no rolê

Amanhã minha filha Lela completa um mês de idade, e parece que se passaram seis meses. Tudo ficou mais intenso. O trabalho ganhou outro sentido. Chegar em casa também. Que o diga minha mulher…

Uma das minhas mais recentes conquistas é dar pequenos passeios com o rebento pelo bairro. Ponho-a no carrinho – uma Ferrari dos carrinhos de bebê, pra quem se lembra – e saio para resolver pequenas tarefas.

Incrível como a percepção da gente sobre as irregularidades das calçadas muda. O meu pai - que já tem uma certa idade e mora no mesmo bairro que eu – há anos reclama da quantidade de rebarbas e desníveis que existem nas ruas de Pinheiros. E eu nunca reparava nelas. Mas com a Lela no carrinho…. puxa, o nosso super-carro com amortecer e tudo chacoalha mais que a cintura da globeleza.

A primeira vez que saí com ela e notei isso, “dirigi†com a ponta dos dedos, para tentar amenizar o máximo os percalços do caminho. Com o passar dos metros fui percebendo o que todo mundo fala: ela adora chacoalhar! Pegou no sono que foi uma beleza.

A segunda vez que saí com ela pelo bairro já não tive tanto pudor com os lombadas e afins. E ela parece ter adorado, porque permaneceu num sono profundo. E olha que quando eu a tirei de casa, estava choramingando, naquele estado intermediário e inconstante de calma e choro. Foi por no carrinho e começar a sair pelas ruas esburacadas que ela elevou-se ao plano dos anjos.

Fiquei tão impressionado que falei pra minha mulher que ia colocar umas pedras ou algo que o valha espalhadas pela sala do nosso apartamento. Assim, no meio da noite, quando a Lela não estivesse pegando no sono, faço um rally caseiro com ela.

Brincadeira à parte, considero mesmo dar uma decida com ela no carrinho para dar um rolê, nem que seja na área interna do prédio, pra ver se dá certo.

Alguém aí costuma fazer isso?

Um comentário para “Lela e eu, no rolê”

  1. Nicole

    Ola,
    nao recomendo acostuma-la a adormecer com movimento…minha filha tem 6 meses e so adormecia no colo sendo embalada, mas como ja esta pesada, comecamos a procurar uma maneira de reeduca-la a adormecer. Lemos o livro “nana, nene” e “a encantadora de bebes”, que ensinam maneiras de acostumar o nene a adormecer sozinho, e quanto mais cedo o aprendizado melhor pra todos.



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topo perfil Carolina Tarrío é mãe da Ana Luísa, de 4 anos, e de um bebê que nasceu em dezembro. Jornalista de 41 anos, montou uma empresa que presta serviços para clientes como a Editora Abril, a Editora Globo, o Grupo Pão de Açúcar e a Fundação Getúlio Vargas. No tempo que sobra, ela tenta fazer ginástica, ler, ir ao cinema, ver os amigos... Aqui, ela conta as agruras e delícias da gravidez..

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