SAÚDE
Mais um motivo para vacinar o seu filho
Estudo norte-americano revela que crianças não imunizadas têm 23 vezes mais risco de pegar coqueluche
Por Gabriela Agustini
A decisão de não vacinar os pequenos pode impactar toda a comunidade ao seu redor. É o que diz um alerta do Instituto de Pesquisa em Saúde Kaiser Permanente do Colorado, nos Estados Unidos, que acaba de publicar um estudo sobre o assunto na revista da Academia Americana de Pediatria.
Segundo os médicos da instituição americana, uma em cada dez infecções causadas pelo Bordetella pertussi, o bacilo responsável pela coqueluche, poderia ter sido evitada com a imunização. Mais do que isso, a pesquisa, que analisou crianças da mesma idade e sexo diagnosticadas por 156 laboratórios, concluiu que os pequenos não vacinados apresentaram uma probabilidade 23 vezes maior de ser infectados com a bactéria, em comparação com os imunizados.
“Com esse levantamento, o trabalho dos pesquisadores desarma o argumento mais utilizado por pais que não vacinam seus filhos: o de que eles não estão mais sujeitos a contrair certas doenças preveníveis do que as crianças que foram imunizadas”, comenta Jason Glanz, cientista e autor do estudo.
A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é altamente contagiosa, provoca tosses violentas e pode levar à morte.
O maior perigo é para os bebês de até 2 meses. É que, até essa idade, o organismo ainda não desenvolveu resistência contra o bacilo. A prevenção à doença se dá por meio da vacina tríplice (ou DTP), que também atua contra a difteria e o tétano. Ela é aplicada em três doses: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de idade. Outras duas doses de reforço são oferecidas, sendo a primeira de seis a 12 meses após o término da vacinação básica, e a segunda, aos 5 ou 6 anos de idade.
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